quarta-feira, 21 de março de 2012

Respondendo Comentários II

Tema Paixões mal resolvidas
Para os leitores  Ana Carolina, Paulo, Elisa, Dulce e anônimos

Necessidade do desfecho
As questões por nós sentidas e pensadas necessitam de um desfecho em nosso psiquismo. Era ou não era/ Mentira ou verdade/ Vai acontecer-Não vai acontecer/ persisto, desisto/ Vale a pena - Não vale a pena.../ devo não devo/ certo ou errado/ bom, ou ruim/ vale o risco/ o que vou ganhar/ o que vou perder/Estou fantasiando/Estou perdendo tempo...

E esse desfecho não precisa necessariamente vir do outro, pode, aliás, deve ser seu. Já que é o seu psiquismo que dramatiza e vive toda a questão. Se você ficar em conflito o tempo todo, fica preso, sem saída, em uma ilha psíquica sem pontes para a libertação do seguir e das suas ações. Suas supostas decisões ficam  fragmentadas, desprovidas de resultados concretos. E essa situação pode perdurar por anos de sua vida, onde uma parte de você segue automaticamente em frente e outra fica "atrelada" a paixão mal resolvida.

Paixão mal resolvida
-O que é isto afinal?
De modo bastante simplificado, pode-se dizer que é o sentimento não realizado a contento das expectativas de quem o vive. E é justamente essa não realização, essa impossibilidade que ironicamente a intensifica. Podemos dizer que a paixão é a fogueira e a lenha de si mesma.

Resolvendo a paixão
Isso é possível?
Naturalmente que sim, mas vai depender dos recursos internos e externos que cada um tem para conseguir o desfecho psíquico para a questão. Uma dica é viver apaixonado sim, porque paixão é bom, nos faz sentir vivos.
Entenda que a capacidade de se apaixonar está em você, e que apenas a outra pessoa a despertou. Não queira trancar seu coração e bloquear suas emoções,
apaixone-se por outra pessoa.
É fácil, não! Mas é melhor tentar.  que viver pela metade, com parte de si mesmo preso a outra pessoa. Tente ser inteiro novamente.

Ou resolva abrir seu coração e saber definitivamente o que o objeto de sua paixão tem a dizer ou resolver sobre a situação.
Mas cuidado!
Existem pessoas que nunca conseguirão decidir e você poderá ficar preso a uma remota e eterna possibilidade futura...
Aí a decisão terá que ser sua, avaliando o custo benefício do envolvimento. Se a paixão for recíproca, então tente vivê-la do modo que for possível...Ou não...

Recuperando-se
Se não consegue definir se quer lutar por sua paixão ou seguir em frente para outras possibilidades, dê um tempo, um prazo, faça um acordo consigo mesmo.
Mas saia dos projetos, objetive metas, invista em você, recupere-se.
Siga com sua vida inteiro.

Ajuda espiritual
Vou dizer-lhes o que penso:
Nenhum guia, seja Pomba Gira, Caboclo, Mestre do Oriente etc, vai conseguir fazer o que só você pode. Nenhum deles faz mágicas e nem podem decidir por você. Eles podem ajuda, mas a decisão é sua, a escolha é sua.
Eles nos dão orientações, conselhos, força, passes, descarrego, etc. Mas a vida é nossa, o caminho, a prova, a ação.

Com base no que foi exposto, como então eu, poderia dizer a vocês (os leitores acima citados) o que devem fazer? Até fiquei tentada, no caso da Elisa, mas não vou fazer, me perdoe.

Um abraço
Claudia

A propósito do tema, escolhi a imagem de uma escultura de uma grande mulher (apaixonada ou delirante) que viveu intensamente sua paixão: Camille Claudel.
Vertumne el Pomone, (abandono) escultura de Camille Claudel - Mármore 1905
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SALVE DONA MARIA MOLAMBO

SALVE  DONA MARIA MOLAMBO
MINHA AMADA GUARDIÃ E ANJO DA MINHA VIDA!