Anatomia Espiritual

TÓPICOS ABORDADOS NO ESTUDO ABAIXO:

Origem do espírito
Conceito de Espírito
Notícias históricas
Aura
O duplo etérico
Definição
Composição do duplo etérico
Para-anatomia do duplo etérico
Limites
Textura
Forma
Coloração
Estrutura
Parafisiologia do duplo etérico
Função básica
Produção de ectoplasma
Exteriorização de energias
Consciência no duplo etérico
Programação do tempo de vida
Desgaste natural
Reposição
Desgaste precoce
Fixação do corpo astral ao corpo Físico
Manutenção das formas-pensamento Cordão de prata
Corpo mental
Perispírito
Definição
Origem
Natureza
Estrutura
Forma e aparência
Propriedades do perispírito
Plasticidade
Densidade
Ponderabilidade
Luminosidade
Penetrabilidade
Visibilidade
Tangibilidade
Sensibilidade Global
Sensibilidade Magnética
Expansibilidade
Bicorporeidade
Transfiguração
Unicidade
Absorvência
Perenidade
Mutabilidade
Capacidade refletora
Odor
Temperatura
Funções do perispírito
Função instrumental
Função individualizadora
Função organizadora
Função sustentadora
Função do perispírito na mediunidade
Provas da existência
Objetivas
Materializações
Mediúnicas Anímicas
Desdobramento e desprendimento espiritual
Fotografias transcendentes
Transfotos
Exteriorização da sensibilidade
Pesquisas modernas
Subjetivas
Sensação de integridade
Percepção extracorpórea
Vidência
O perispírito em outros mundos
Arquivo ou memória?
Peso do perispírito
Reencarnação
Desencarnação
Procedimentos do perispírito perante a desencarnação
Morte Natural pôr Senilidade ou Doença
Mortes Violentas
Mortes pôr suicídio
Vale da Dor
Cristalização do Pensamento
Suicídio:
Arma de fogo
Ouvido
Testa
Coração
Gestante
Retalhação
Explosão
Maceração
Queimaduras
Ácidos / venenos
os cuidados com os suicidas
Ausência de perispírito
Ausência de espírito
Ovoidização
Vampirismo
Conclusão

PERISPÍRITO
Onde termina a matéria...
Ou
...Onde começa o espírito
Facilitadora
Agnes Henriques Soares Leal
Realização
Seara Espírita Renascer
Piracicaba


PERISPÍRITO
Onde termina a matéria...
Ou
...Onde começa o espírito

“O conhecimento do perispírito é a chave de uma multidão de problemas até agora inexplicados.”

Allan Kardec, Livro dos médiuns, item 54.

A todos os Espíritos tutelares que me permitiram e auxiliaram na organização desta matéria.
À presença constante de Gabriel, Anjo não só no nome, a me conduzir pelos insondáveis caminhos do
Auto – aperfeiçoamento e realização.


PERISPÍRITO
“...o espírito mais sábio não se animaria a localizar, com afirmações dogmáticas, o ponto onde termina a matéria e começa o espírito.”

André Luiz. No Mundo Maior

ORIGEM DO ESPÍRITO
Os Espíritos tiveram princípio, ou existem, como Deus, de toda a eternidade?
“Se não tivessem tido princípio, seriam iguais a Deus, quando, ao invés, são criação Sua e se acham submetidos à Sua vontade. Deus existe de toda a eternidade, é incontestável. Quanto, porém, ao modo porque nos criou e em que momento o fez, nada sabemos. Podes dizer que não tivemos princípio, se quiseres com isso significar que, sendo eterno, Deus há de ter sempre criado ininterruptamente. Mas, quando e como cada um de nós foi feito, repito-te, nenhum o sabe: aí é que está o mistério.”

Allan Kardec, Livro dos Espíritos item 78

Pois que há dois elementos gerais no Universo: o elemento inteligente e o elemento material, poder-se-á dizer que os Espíritos são formados do elemento inteligente,como os corpos inertes o são do elemento material?

“Evidentemente. Os Espíritos são a individualização do princípio inteligente, como os corpos são a individualização do princípio material. A época e o modo por que essa formação se operou é que são desconhecidos.”

Allan Kardec, Livro dos Espíritos item 79

Conceito de espírito
Principio intelectual e moral sem forma determinada, revestido de perispírito, cuja matéria se eteriza à medida que purifica e se eleva.

NOTÍCIAS HISTÓRICAS
Conhecido pelos estudiosos desde a mais remota Antigüidade, tem sido o Perispírito identificado numa gama de rica nomenclatura, conforme as funções que lhe foram atribuídas, nos diversos períodos que duravam as investigações.
No Vedanta è filosofia hinduè Manu, Manâ e Kosha
Budismo esotérico è Kama Rupa
Persas è Baodhas
Egito è Kha ou Duplo
Caldeusè Coroa de fogo
Hebreus antigos è Nephesph
Cabala Hebraica è Rouach
Gregos è Eidolon, Okhema, Ferouer
Chineses è khi
Pitágoras è Carne sutil da alma
Hipócrates è Eu astral
Aristóteles è Corpo sutil ou etéreo
Orígenes e Neoplatônicos è Aura ou Astroidê= Brilho dos astros
Tertuliano è Corpo vital da alma
Proclo è Veículo da alma
M. Maspero è Corpo Aéreo
Paulo de Tarso è Corpo espiritual ou incorruptível
Paracelso è Corpo astral ou Sidéreo
Leibnitz è Corpo fluídico
Kardec è Perispírito
André Luiz è Psicossoma
Modernamente è Aerossoma, Corpo bioplasmático, MOB, Mediador Plástico, Somod, Metassoma, Ego transcendental.

No prefácio de Emmanuel à obra “Evolução em Dois Mundos”, de André Luiz deparamo-nos com essa assertiva:

”Desde tempos remotos a Humanidade reconheceu-lhe a existência como organismo sutil ou mediador plástico, entre o espírito e o corpo carnal”.
Se compararmos o que diz Emmanuel com o que Léon Denis deixou lavrado em sua obra Cristianismo e Espiritismo, FEB, verificamos que o reconhecimento da existência do perispírito já era cogitação dos pais da Igreja, como se segue:
No ano 414 da nossa era, Evódio, bispo de Uzala, escreve a Santo Agostinho indagando:
“Quando a alma abandona este corpo grosseiro e terrestre, não permanece a substância incorpórea unida a algum outro corpo, não composto dos mesmos elementos como este, porém, mais sutil e que participa da natureza do ar ou do éter?”
“Acredito, portanto, que a alma não poderia existir sem corpo algum.”

No Concílio de Nicéia - 787 d. c. S. João de Tessalônica diz:

“Sobre os anjos, os arcanjos e as potências - acrescentarei também - sobre as almas, a Igreja decide que esses seres são, na verdade, espirituais, mas não completamente privados de corpo; ao contrário, dotados de um corpo tênue, aéreo ou ígneo...”

“Não há senão Deus, unicamente, que seja incorpóreo e sem forma. Quanto às criaturas espirituais, não são de modo algum incorpóreas.”

- S. Bernardo - 1277 D.C.

“Atribuímos, pois, com toda a segurança, unicamente a Deus a verdadeira incorporeidade, assim como a verdadeira imortalidade, porque, único entre os Espíritos, ultrapassa toda natureza corporal, o suficiente para não ter necessidade do concurso de corpo algum para qualquer trabalho, pois que só a sua vontade espiritual, quando a exerce, tudo lhe permite fazer.”

( Léon Denis - “Cristianismo e Espiritismo” )

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AURA

A aura é um campo resultante de emanação eletromagnéticas, que envolve todo o Ser Humano, encarnado ou não. É a parte refletora

da realidade evolutiva, do padrão psíquico do Ser, da situação emocional e da condição física quando encarnado. Normalmente espelha a situação do complexo: alma èperispíritoè duplo etéricoè corpo físico e no desencarnado: Espíritoè perispírito. Sua aparência se mostra como uma forma ovóide, circundando todo o corpo e com variações de cores.

Somos, conforme já sabemos, de natureza eletromagnética, e por isso possuímos um campo magnético próprio. Poderíamos até, em formas didáticas, considerar como se fosse uma lâmpada acesa, com um campo luminoso formado pelos fótons irradiados ao seu redor.

Este campo contém, realmente, a irradiação luminosa de nossa individualidade espiritual, de nosso próprio espírito, a refletir as irradiações de nosso corpo físico, de nosso perispírito e de nosso corpo mental, de nossa identidade eterna, formando assim, este conjunto que chamamos de AURA. Em síntese, são emanações de nossas células orgânicas e de nosso perispírito em uma simbiose comandada por nossa onda mental.

A nossa aura, quando equilibrada, é saudável e brilhante, e se constitui num escudo que poderá nos defender das irradiações inferiores, como, por exemplo, pensamentos de inveja, ciúme, vingança, ódio, etc. que estão contidos no espaço que nos circunda, em forma de ondas mentais, já projetadas pelas irradiações de outros, prontas a alimentarem poderosamente o nosso campo energético, se sintonizarmos com elas.

“A aura é, portanto a nossa plataforma onipresente em toda comunicação com as rotas alheias, antecâmara do espírito, em todas as nossas atividades de intercâmbio com a vida que nos rodeia, através da qual somos vistos e examinados pelas Inteligências Superiores, sentidos e reconhecidos pelos nossos afins, e temidos e hostilizados ou amados e auxiliados pelos irmãos que caminham em posição inferior à nossa.

André Luiz - Evolução em Dois Mundos, pág 129

Isso porque exteriorizamos, de maneira invariável, o reflexo de nós mesmos, nos contatos de pensamentos a pensamentos, sem necessidade das palavras para as simpatias ou repulsões fundamentais.

Esclarece ainda, no mesmo livro:

- “É por essa couraça vibratória, espécie de carapaça fluídica, em que cada consciência constrói o seu ninho ideal, que começaram todos os serviços da mediunidade na Terra, considerando-se a mediunidade como atributo do homem encarnado para corresponder-se com os homens liberados do corpo físico."

André Luiz - Evolução em Dois Mundos

Verificamos então que, refletimos o que sentimos e pensamos em nós mesmos e é essa aura que nos apresenta como verdadeiramente somos. Principalmente refortificando um ditado - a raiva é um veneno que

tomamos e esperamos que outros morram, ou seja, esta mesma raiva ficará impregnada em nós transparecendo aquilo que sentimos e afetando principalmente o nosso próprio tônus vibratório.

A nossa desarmonia íntima provoca uma alteração sensível na aura, no ponto correspondente à situação do órgão ou região desarmonizada. Assim é que a aura poderá apresentar pontos frágeis e doentes que, com intervenção magnética poderão ser corrigidos. É também por essas descontinuidades de nossa aura desarmonizada que espíritos malfazejos podem alcançar o nosso perispírito e provocar, desarmonia que, como vimos vai gerar perturbações e esta a doença (vide figura).

Conhecida desde tempos remotos recebeu diversas terminologias: Psicosfera ou fotosfera psíquica no entender de André Luiz, Fotosfera humana na concepção de Leon Denis.

Possui comprovação científica por meio de fotografias principalmente feitas com câmaras Kirlians.

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O DUPLO ETÉRICO
O Duplo etérico é um invólucro energético, vibratório, luminoso, vaporoso e provisório que coexiste estruturalmente com o corpo físico e o circunvolve.
É um corpo intermediário, uma espécie de corpo vaporoso, como um cartucho fluídico, semelhante ao corpo físico, ajustado a ele, mas ultrapassando a sua forma em mais ou menos um centímetro, com o peso aproximado de 60 gramas.

É o duplo etérico que liga o corpo físico ao perispírito. É o responsável pela absorção e doação de energias vitais do ambiente, distribuindo-as eqüitativamente aos diversos órgãos do corpo físico. É o responsável por fornecer informações sobre a saúde física, permitindo, algumas vezes, o diagnóstico precoce de males que futuramente venham acometer o indivíduo. É o reservatório de vitalidade do corpo físico.

A deficiência de energia do duplo etérico repercute no corpo físico e a revitalização do duplo também exterioriza energia no corpo físico.

Considerando o Perispírito como o intermediário entre o corpo físico e o Espírito, o duplo etérico se encaixa como o intermediário entre o Perispírito e o corpo Físico, servindo como um amortecedor das energias geradas pelo Espírito.

Com a finalidade de atuar na matéria, o Espírito comanda o perispírito, que por sua vez mobiliza o duplo etérico e somente após essa mobilização, o corpo físico recebe o comando feito pelo espírito.
Espírito è perispírito èduplo etérico è corpo físico.
O duplo etérico é o responsável pela repercussão que alguns espíritos, ao desencarnar, sentem ocorrer com a matéria. Na maioria das vezes, principalmente nos suicidas, por estar impregnado ainda de energias vitais, o complexo Espírito/perispírito permanece ligado ao cadáver sentindo a decomposição da matéria.

“(...) o duplo etérico, formado por emanações neuropsíquicas que pertencem ao campo fisiológico e que, por isso mesmo, não conseguem maior afastamento da organização terrestre, destinando-se à desintegração, tanto quanto ocorre ao instrumento carnal, por ocasião da morte renovadora.”
André Luiz- Nos Domínios da Mediunidade. Cap. 11.

Essa é a razão pela qual, em algumas ocasiões, até mesmo após o sepultamento, pessoas sensíveis registram a presença do espírito do morto no ambiente que vivia e até mesmo próximo dos seus despojos.

A carga de energia vital que se encontra no duplo etérico é que condiciona o tempo de vida do ser humano, levando naturalmente em conta a programação genética e espiritual de cada um.

Composição do duplo etérico
É constituído por fluido vital (energia vital ou prana) daí a denominação corpo vital. Este fluido, originado do fluido cósmico universal absorvido pelas moléculas orgânicas confere o atributo da vida.

ANATOMIA DO DUPLO ETÉRICO
Os limites plásticos do corpo humano são ultrapassados em cerca de 1 cm pelo corpo etérico.

TEXTURA
Típica dos elementos fluídicos, mais densa nos indivíduos primitivos e mais sutil e delicada nos seres humanos espiritualmente mais evoluídos.

FORMA
Humanóide, com grande elasticidade.

COLORAÇÃO
Branca ou acinzentada.

ESTRUTURA
Não possui órgãos como o Corpo Astral.
Possui regiões denominadas chakras ou centros de força que captam energia cósmica distribuindo-as para o corpo físico (rebaixamento vibratório) e para o perispírito (ou corpo astral) por aceleração vibratória.

Os chakras são interligados por nadis ou canais que permitem a circulação das energias.

Parafisiologia do duplo etérico
FUNÇÃO BÁSICA
O corpo etérico é o veículo e a reserva da nossa energia vital, absorve o fluido vital e o distribui pelo corpo humano além de o transformar em fluidos sutis enviando-os ao corpo astral (perispírito).

produção de ectoplasma
O corpo etérico é o principal responsável pela elaboração do ectoplasma, portanto participa diretamente na mediunidade de efeitos físicos e materialização dos espíritos.

EXTERIORIZAÇÃO DE ENERGIAS
Nos processos de irradiação, passes magnéticos e similares há projeção de energia vital do corpo etérico em direção ao paciente.
Magos, médiuns, paranormais, feiticeiros, etc,usam ( conscientemente ou não ), a projeção seu Duplo Etérico com finalidade terapêutica ou criminosa.

consciência no duplo etérico
O corpo etérico não atua como veículo separado, individual, para a manifestação da consciência, nem está apto para captar informações por não ter paracérebro (ao contrário do corpo astral = perispírito).

programação do tempo de vida
O duplo etérico traz, em si, a programação do tempo de vida física do indivíduo.

Desgaste natural
reposição
Respiração
Alimentação
Passe ou irradiação
Absorção de energias pelo chakra esplênico

desgaste precoce
Vícios
Suicídio
O suicida sofre: filosoficamente por transgredir a lei; cientificamente: não havendo esgotamento dos órgãos há retenção de fluido vital e o perispírito pode permanecer ligado ao cadáver.

fixação do corpo astral ao corpo Físico
O Perispírito une-se ao corpo físico, molécula à molécula pelo Duplo Etérico.
Na reencarnação o Fluido Vital do óvulo fixa as energias perispirituais do reencarnante.
Na fecundação, milhões de espermatozóides excedentes fornecem a energia vital para a constituição inicial do Duplo etérico o qual fixará o Perispírito ao embrião.
Com as enfermidades e o falecimento dos órgãos não há mais fixação do fluido vital, o desprendimento progressivo do mesmo determina a desencarnação ou seja o desligamento do corpo astral do corpo físico.

MANUTENÇÃO DAS FORMAS-PENSAMENTO
O duplo etérico é o responsável pela fixação das nossas formas pensamento, essas emanações mentais nossas ou de desencarnados que são vivificadas por massas de Fluido vital.

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IDEOPLASTIA - FORMAS PENSAMENTO
A faculdade humana da imaginação traz a capacidade de criar imagens no plano astral. Essas "Formas mentais” não são passivas; ao contrário agem ativamente em torno do seu criador. Em outras palavras, todas as concepções ou crenças que valorizamos ou damos importância tendem a fixar-se em nossa intimidade e se concretizam, ao longo do tempo, em nossa realidade externa. Hammed

Ideoplastia quer dizer "Matéria mental exteriorizadas e plasmada por idéias repetitivas e intensas". É uma palavra de origem grega que trata do estudo das formas através do pensamento. Na literatura espírita, também podemos encontrar outras designações com o mesmo significado: criações fluídicas, formas-pensamento, imagens fluídicas, ou, ainda, construções mentais. Sendo os fluidos espirituais a atmosfera dos seres espirituais, os Espíritos tiram desse elemento os materiais sobre os quais operam; é nesse meio que ocorrem os fenômenos perceptíveis a sua visão e a sua audição.
Os Espíritos atuam sobre os fluidos espirituais empregando o pensamento e a vontade, seus principais instrumentos de ação. Por este mecanismo, eles podem imprimir aos fluidos, direção, pode lhes aglomerar, combinar, dispersar, organizar, podendo também, mudar-lhes as propriedades. É dessa forma que as águas podem ser fluidificadas, adquirindo certas qualidades curadoras.
O pensamento reflete-se no perispírito, que é sua base e meio de ação; ele reproduz todos os movimentos e matizes. Na medida em que o pensamento se faz, instantaneamente o corpo fluídico retrata as formas criadas, deixando de existir tão logo o mesmo pensamento cesse de agir naquele sentido.

Para o Espírito que é, também ele, fluídico, todas as criações mentais são tão reais como eram no estado material quando encarnado; mas, pela razão de serem fruto do pensamento, sua existência é tão fugidia quanto a deste. O pensamento pode materializar-se criando formas de longa duração conforme a persistência da onda em que se expressa.

Pensamentos, idéias, conceitos e auto avaliações, positivos ou negativos, são elementos dinâmicos de indução e influenciam nosso halo mental, formando "Realidade energéticas" ou "Formas pensamento". Através do princípio da repercussão , exteriorizamos essas "formas pensamento", que, na realidade, não ficam sepultadas do inconsciente mas se encontra na borda da nossa aura Espiritual. Hammed

Francisco do Espírito Santo Neto- A Imensidão dos Sentidos- Formas pensamentos

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CORDÃO DE PRATA
“Antes que se rompa a cadeia de prata,
ou se quebre o copo de ouro,
ou se despedace o cântaro junto à fonte,
ou se desfaça a roda junto à cisterna,
e o pó volte para a terra como o era,
e o espírito volte a Deus que o deu.”
Eclesiastes 12, 6,7

O perispírito ou psicossoma é ligado ao corpo físico por um apêndice energético conhecido como cordão de prata ou fio fluídico.
O cordão de prata é um feixe de energias, um emaranhado de filamentos energéticos interligados.
Quando ocorre um desdobramento ou projeção espiritual, (capacidade mediúnica que certos médiuns possuem de se deslocarem em espírito para outros locais, fora da dimensão tempo e espaço), esses filamentos energéticos, que estavam embutidos em toda a extensão do corpo físico, projetam-se simultaneamente de todas as partes dele e se reúnem, formando o cordão de prata. Os principais filamentos energéticos são aqueles que partem da área da cabeça.

Esse filamento de cor prateada é o responsável pela transmissão da energia vital para o corpo físico, abandonado durante o desdobramento. Em contrapartida, o cordão de prata também conduz energia do corpo físico para o perispírito, criando um circuito energético de ida-e-volta. Esse interfluxo energético mantém os dois veículos de manifestação em relação direta, independentemente da distância em que o psicossoma estiver projetado. Enquanto os dois corpos estão próximos, o cordão é como um cabo grosso. À medida que o psicossoma se afasta das imediações do corpo físico, o cordão torna-se cada vez mais fino e sutil.

Nós podemos nos projetar para até aonde quisermos, pois o cordão de prata jamais se arrebenta por situações de distância.

Um dos medos básicos do médium iniciante em desdobramentos é o de que o cordão energético venha a se partir durante a projeção, acarretando, assim, a morte do corpo físico.

Tal medo é infundado, pois isso não acontece. Por mais longe que o projetor estiver, o cordão de prata sempre o trará de volta para dentro do corpo físico. Também é impossível o médium se perder fora do corpo ou não querer voltar ao físico. Para voltar, basta pensar firmemente no seu corpo físico e o retorno se dará automaticamente. É nesse instante que muitos médiuns têm a sensação de queda e acordam assustados no corpo físico.

O cordão de prata também tem recebido diversas denominações: cordão astral, cordão fluídico, fio de prata, teia de prata, cordão luminoso, cordão vital, cordão energético, etc.

(...) Mas, precisamos acrescentar que, durante a vida, nunca o Espírito se acha completamente separado do corpo. Do mesmo modo que alguns médiuns videntes, os Espíritos reconhecem o Espírito de uma pessoa viva, por um rastro luminoso, que termina no corpo, fenômeno que absolutamente não se dá quando este está morto, porque, então, a separação é completa. Por meio dessa comunicação, entre o Espírito e o corpo, é que aquele recebe aviso, qualquer que seja a distância a que se ache do segundo, da necessidade que este possa experimentar da sua presença, caso em que volta ao seu invólucro com a rapidez do relâmpago. Daí resulta que o corpo não pode morrer durante a ausência do Espírito e que não pode acontecer que este, ao regressar, encontre fechada a porta, conforme hão dito alguns romancistas, em histórias compostas para recrear.”

Allan Kardec - O Livro dos Médiuns, item 118.
“(...) Divisei ao longe dois vultos enormes que me impressionavam vivamente. Pareciam dois homens de substância indefinível, semiluminosa. Dos pés e dos braços pendiam filamentos estranhos, e da cabeça como se escapava um longo fio de singulares proporções. Tive a impressão de identificar dois autênticos fantasmas”.

André Luiz - Nosso Lar cap. 33

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CORPO MENTAL

Há alguma coisa de verdadeiro na opinião dos que pretendem que a alma é exterior ao corpo e o circunvolve?
“A alma não se acha encerrada no corpo, qual pássaro numa gaiola. Irradia e se manifesta exteriormente, como a luz através de um globo de vidro, ou como o som em torno de um centro de sonoridade. Neste sentido se pode dizer que ela é exterior, sem que por isso constitua o envoltório do corpo. A alma tem dois invólucros. Um sutil e leve: é o primeiro, ao qual chamas perispírito, outro, grosseiro, material e pesado, o corpo. A alma é o centro de todos os envoltórios, como o gérmen em um núcleo, já o temos dito.”

Allan Kardec - Livro dos Espíritos, pergunta 141.
Na concepção de alguns pensadores espíritas seria a parte imperecível do perispírito. (Argumento utilizado segundo o qual o corpo mental acompanharia o Princípio Inteligente, em qualquer grau de evolução, desde a criação simples e ignorante até os níveis mais puros, dividindo com o corpo espiritual a participação da natureza do perispírito. O corpo espiritual seria a parte perecível, que o Espírito pode se privar pela evolução ou pela troca do ambiente (Mundo) em que o Espírito vai vivenciar.

Essa seria a explicação para a teoria de Gabriel Dellane de que a memória ficaria no perispírito è corpo mental.

O corpo mental, assinalado experimentalmente por diversos estudiosos, é o envoltório sutil da mente, e que, por agora, não podemos definir com mais amplitude de conceituação, além daquela com que tem sido apresentado pelos pesquisadores encarnados, e isto por falta de terminologia adequada ao dicionário terrestre.

André Luiz - Evolução em dois mundos- nota de rodapé Capitulo II .

Em conformidade com André Luiz em Evolução em dois mundos, o Corpo Mental é um envoltório que guarda direta relação com o Espírito propriamente dito, a fonte do pensamento, sendo então uma estrutura vibratória diferenciada, sem forma definida.

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PERISPÍRITO
O Espírito, propriamente dito, nenhuma cobertura tem, ou, como pretendem alguns, está sempre envolto numa substância qualquer?
“Envolve-o uma substância, vaporosa para os teus olhos, mas ainda bastante grosseira para nós; assaz vaporosa, entretanto, para poder elevar-se na atmosfera e transportar-se aonde queira.
Envolvendo o gérmen de um fruto, há o perisperma; do mesmo modo, uma substância que, por comparação, se pode chamar perispírito, serve de envoltório ao Espírito propriamente dito.”

Allan Kardec - Livro dos Espíritos, item 93
O vaso físico é o vegetal, limitado no espaço e no tempo, o corpo perispirítico é o fruto que consubstancia o resultado das variadas operações da árvore, depois de certo período de maturação, e a matéria mental é a semente que representa o substrato da árvore e do fruto, condensando-lhes as experiências.

André Luiz, Libertação.cap. VI
Como definição prática podemos dizer que é o envoltório sutil do Espírito onde se registram os fenômenos da vida mental.

ORIGEM
“ è o mais importante derivado do Fluido Cósmico. Constitui-se
da condensação desse fluido em torno de um foco de inteligência.

Allan Kardec, Livro dos Espíritos, item 94.
“Anterior à vida atual, inacessível à destruição pela morte, é o admirável instrumento que para si mesma a alma constrói e que aperfeiçoa através dos tempos: é o resultado de seu longo passado”.

Léon Denis - “No Invisível” - cap. III

“Conforme seja mais ou menos depurado, seu envoltório se formará das partes mais puras ou das mais grosseiras do Fluido peculiar ao mundo onde o Espírito reencarna.”

Allan Kardec, A Gênese - cap. XIV -itens 7 a 12

NATUREZA
Sempre em relação com o grau de adiantamento moral do Espírito.

Allan Kardec, A Gênese - cap. XIV - itens 9; 10
“A substância do perispírito é extremamente sutil,
é a matéria em seu estado mais quintessenciado, é mais rarefeita que o éter; suas vibrações, seus movimentos ultrapassam em rapidez e penetração os das mais ativas substâncias

Léon Denis - No invisível -cap III

A constituição íntima do perispírito não é idêntica em todos os Espíritos encarnados ou desencarnados que povoam a Terra ou o espaço que a circunda.

Allan Kardec ,A Gênese - Cap XIV item 10

“Os elementos químicos que constituem o corpo material são os mesmos que entram na constituição do corpo perispiritual.”

Inácio Ferreira- Sob as Cinzas do Tempo- Bacelli

ESTRUTURA
Camadas energéticas ou eletro-magnéticas
(...) é o fio elétrico e condutor que serve de recepção e a transmissão do pensamento”

Allan Kardec, Livro dos médiuns item 54

“... Eu sabia que deixara o veículo inferior no apartamento
das Câmaras de Retificação, em Nosso Lar, e tinha absoluta consciência daquela movimentação em plano diverso...”

André Luiz - “Nosso Lar” - cap. XXXVI

“O perispírito é um foco de energias... Nele tem sua sede a força psíquica indispensável à produção dos fenômenos espíritas”.

Léon Denis - “No Invisível” -cap. III

“...As vibrações do perispírito se reduzem sob a pressão da carne; readquirem sua amplitude logo que o Espírito se desprende da matéria e reassume a liberdade”

Léon Denis- No Invisível Cap.III

FORMA E APARÊNCIA
Forma humana
“Daí se poderia supor que o perispírito, separado de todas as partes do corpo, se modela, de certa maneira, por este e lhe conserva o tipo; entretanto, não parece que seja assim. Com pequenas diferenças quanto às particularidades e exceção feita das modificações orgânicas exigidas pelo meio em o qual o ser tem que viver, a forma humana se nos depara entre os habitantes de todos os globos. Pelo menos, é o que dizem os Espíritos. Essa igualmente a forma de todos os Espíritos não encarnados, que só têm o perispírito; a com que, em todos os tempos, se representaram os anjos, ou Espíritos puros. Devemos concluir de tudo isto que a forma humana é a forma tipo de todos os seres humanos, seja qual for o grau de evolução em que se achem.”

Allan Kardec, Livro dos Médiuns, item 56

“...Por Espírito deve-se entender a alma revestida de seu envoltório fluídico, que tem a forma do corpo físico.”

Léon Denis - “No Invisível” - cap. III

“...inseparável da alma, conserva a forma exterior da personalidade desta...”

Léon Denis - Depois da Morte - p. 174

Gabriel Delanne - “ A Alma é Imortal” assim a define:

“(...) a alma, após a morte, conserva uma forma corporal que a identifica.” (Introdução)
“(..)Quase sempre, o corpo espiritual reproduz o tipo que o Espírito tinha na sua última encarnação.” (Capítulo I )
Declarava (a vidente de Prévorst) que, após a morte, a alma conserva um “espírito nérvico”, que é a sua forma...” - Capítulo II
...”São as almas dos mortos que afirmam a sua sobrevivência por ações mecânicas sobre a matéria.. Não apresentam uma forma indeterminada, mas as dos corpos terrenos que tiveram durante a encarnação” Capítulo III


PROPRIEDADES DO PERISPÍRITO
Plasticidade
Adaptando-se automaticamente às ordens mentais que brotam continuamente da alma, o perispírito é o espelho da mente que se molda de acordo com o seu comando plasticizante, limitado ao padrão evolutivo, intrínseco de cada alma.
O espírito pode adequar-se perispiritualmente aos moldes que lhe dizem respeito à sua natureza íntima.
De acordo com seu padrão, independente de realizações intelectuais, o espírito mergulhado em desequilíbrio, imerso em monoideísmo avassalador, pode chegar a um processo de retração do campo que o sustenta a tessitura espiritual, comprometendo dolorosamente suas funções.

“Mas a matéria sutil do perispírito não possui a tenacidade, nem a rigidez da matéria compacta do corpo; é, se assim nos podemos exprimir, flexível e expansível, donde resulta que a forma que toma, conquanto decalcada na do corpo, não é absoluta, amolga-se à vontade do Espírito, que lhe pode dar a aparência que entenda, ao passo que o invólucro sólido lhe oferece invencível resistência”.

Allan Kardec, Livro dos Médiuns item 56

Densidade
Matéria de natureza quintenssenciada, o perispírito apresenta uma densidade relacionada com o grau de evolução da alma. Nos Espíritos elevados é mais sutil, nos menos, mais próximo da matéria, conservando por essa causa, os mais inferiores às ilusões da vida terrestre.
Em razão dessa característica estabelece relação com o peso e a luminosidade do perispírito. (Quanto menos a densidade, menor o peso e maior a luminosidade).

(...) o Espírito está sempre revestido de um envoltório, ou perispírito, cuja natureza se eteriza, à medida que ele se depura e eleva na hierarquia espiritual. De sorte que, para nós, a idéia de forma é inseparável da de Espírito e não concebemos uma sem a outra.

Allan Kardec, Livro dos médiuns item 55

Ponderabilidade
Por ser formado de matéria extremamente sutil, o corpo perispiritual não poderia ser mensurado por meio de qualquer instrumentação conhecida sob o aspecto físico.
Não obstante, nos planos espirituais, cada perispírito tem seu peso específico, ditado pela sua condição de moralidade:

“Nossa posição mental determina o peso específico do nosso envoltório espiritual e, conseqüentemente, o habitat que lhe compete.”
André Luiz - Entre a Terra e o Céu.

Luminosidade
“Por sua natureza, possui o Espírito uma propriedade luminosa que se desenvolve sob o influxo da atividade e das qualidades da alma. Poder-se-ia dizer que essas qualidades estão para o fluido perispiritual como o friccionamento para o fósforo. A intensidade da luz está na razão da pureza do Espírito: as menores imperfeições morais atenuam-na e enfraquecem-na. A luz irradiada por um Espírito será tanto mais viva, quanto maior o seu adiantamento. Assim, sendo o Espírito, de alguma sorte, o seu próprio farol, verá proporcionalmente à intensidade da luz que produz, do que resulta que os Espíritos que não a produzem acham-se na obscuridade.”
Allan Kardec,O Céu e o inferno, Segunda parte , cap. IV (Estudo sobre as comunicações de Claire)

Penetrabilidade
A natureza etérea do perispírito permite ao Espírito ( desde que tenha condições mentais para tal fato) atravessar qualquer barreira física.
“ Matéria nenhuma lhe opõe obstáculo; ele as atravessa todas, como a luz atravessa os corpos transparentes.
Allan Kardec, Obras Póstumas.Pág. 47 e 48.

Isso se dá, desde que o Espírito saiba como fazê-lo. Alguns não o conseguem dado a natureza do seu desenvolvimento moral.

“Outra propriedade do perispírito inerente à sua natureza etérea é a
penetrabilidade. Matéria nenhuma lhe opõe obstáculo: ele as atravessa todas, como a luz atravessa os corpos transparentes. Daí vem não haver tapagem capaz de obstar à entrada dos Espíritos. Eles visitam o prisioneiro no seu calabouço, com a mesma facilidade com que visitam uma pessoa que esteja em pleno campo.”
Allan Kardec, Livro dos Médiuns item 106.

Visibilidade
Apesar de completamente invisível aos olhos físicos, o perispírito é visível para os próprios Espíritos. Os Espíritos inferiores conseguem distinguir o corpo espiritual somente de seus pares, enquanto que os Superiores podem fazê-lo com o dos desencarnados de menor elevação.

Raros são os médiuns videntes que têm condições de ver o Perispírito, eventualmente os que têm essa característica percebem as projeções que formam a aura de determinadas entidades ou encarnados.
Aparições è transformação molecular por ação da vontade do Espírito, desde que haja condições para tal e são:

Vagas ou vaporosas.
Nítidas ou definidas
Esses diferentes estados do perispírito resultam da vontade do Espírito e não de uma causa física exterior, como se dá com os nossos gases. Quando o Espírito nos aparece, é que pôs o seu perispírito no estado próprio a torná-lo visível. Mas, para isso, não basta a sua vontade, porquanto a modificação do perispírito se opera mediante sua combinação com o fluido peculiar ao médium. Ora, esta combinação nem sempre é possível, o que explica não ser generalizada a visibilidade dos Espíritos. Assim, não basta que o Espírito queira mostrar-se; não basta tão pouco que uma pessoa queira vê-lo; é necessário que os dois fluidos possam combinar-se, que entre eles haja uma espécie de afinidade e também, porventura, que a emissão do fluido da pessoa seja suficientemente abundante para operar a transformação do perispírito e, provavelmente, que se verifiquem ainda outras condições que desconhecemos. E necessário, enfim, que o Espírito tenha a permissão de se fazer visível a tal pessoa, o que nem sempre lhe é concedido, ou só o é em certas circunstâncias, por motivos que não podemos apreciar.

Allan Kardec - Livro dos Médiuns cap. Vi

Ensaio teórico sobre as aparições dos Espíritos item 105

“Por efeito dessa propriedade do seu envoltório fluídico, é que o Espírito que quer dar-se a conhecer pode, em sendo necessário, tomar a aparência exata que tinha quando vivo, até mesmo com os acidentes corporais que possam constituir sinais para o reconhecerem Os Espíritos, portanto, são, como se vê, seres semelhantes a nós, constituindo, ao nosso derredor, toda uma população, invisível no estado normal. Dizemos – no estado normal, porque, conforme veremos, essa invisibilidade nada tem de absoluta.”

Allan Kardec, Livro dos Médiuns item 56.

Tangibilidade

Segundo Kardec:
Sob a influência de certos médiuns, tem-se visto aparecerem mãos com todas as propriedades de mãos vivas, que, como estas, denotam calor, podem ser palpadas, oferecem a resistência de um corpo sólido, agarram os circunstantes e, de súbito, se dissipam, quais sombras. A ação inteligente dessas mãos, que evidentemente obedecem a uma vontade, executando certos movimentos, tocando até melodias num instrumento, prova que elas são parte visível de um ser inteligente invisível. A tangibilidade que revelam, a temperatura, a impressão, em suma, que causam aos sentidos, porquanto se há verificado que deixam marcas na pele, que dão pancadas dolorosas, que acariciam delicadamente, provam que são de uma matéria qualquer. Seus desaparecimentos repentinos provam, além disso, que essa matéria é eminentemente sutil e se comporta como certas substâncias que podem alternativamente passar do estado sólido ao estado fluídico e vice-versa.

Allan Kardec ,O Livro dos Médiuns- item 57

Sensibilidade Global
Quando encarnado o Espírito recolhe as impressões por meio dos cinco sentidos: visão, audição, olfato, paladar e tato. Quando livre da amarras físicas é natural que capte todas as sensações por inteiro, visto que a sede dos sentidos não encontra localização específica, tal como no ser encarnado cujas sensações são vinculadas às suas bases anatomo-fisiológicas.

Sensibilidade Magnética
O perispírito é um campo de forças a sustentar uma estrutura semimaterial.
O Espírito é suscetível de sofrer influência da energia ambiental e pode, portanto absorver, assimilar, transmitir a energia espiritual que capta e recebe.

Expansibilidade
Conforme sua condição pode expandir-se, aumentando o seu campo de percepção.
Essa característica que permite a emancipação da alma e evolui para o desdobramento quando a percepção se torna mais aguda. É, também, a expansibilidade perispirítica a base dos processos mediúnicos, pois permite o contato perispírito a perispírito, marcando o fenômeno da incorporação.
Livre desse obstáculo que o comprimia, o perispírito se dilata ou contrai, se transforma: presta-se, numa palavra, a todas as metamorfoses, de acordo com a vontade que sobre ele atua.

Allan Kardec, livro do Médiuns item 56


Bicorporeidade
É uma notável propriedade que permite ao espírito o seu desdobramento em dois, literalmente. Ainda que de difícil compreensão é um processo complexo em que o espírito se apresenta em outro corpo, de forma igual ao físico, fluídico, com maior ou menor densidade, mas suscetível de ser visto e até mesmo tocado em alguns casos.

Caso mais famoso que mostra esta propriedade do perispírito é o de Santo Antonio de Pádua, que estava pregando na Itália quando seu pai, em Lisboa, ia ser supliciado, sob a acusação de haver cometido um assassinato. No momento da execução, Santo Antônio aparece e demonstra a Inocência do acusado. Comprovou-se que, naquele Instante, Santo Antônio pregava na Itália, na cidade de Pádua.

Inquirido sobre o assunto assim responde Santo Afonso a Kardec:
“Quando o homem, por suas virtudes, chegou a desmaterializar-se completamente; quando conseguiu elevar sua alma para Deus, pode aparecer em dois lugares ao mesmo tempo. Eis como: o Espírito encarnado, ao sentir que lhe vem o sono, pode pedir a Deus lhe seja permitido transportar-se a um lugar qualquer. Seu Espírito, ou sua alma, como quiseres, abandona então o corpo, acompanhado de uma parte do seu perispírito, e deixa a matéria imunda num estado próximo do da morte. Digo próximo do da morte, porque no corpo ficou um laço que liga o perispírito e a alma à matéria, laço este que não pode ser definido. O corpo aparece, então, no lugar desejado. Creio ser isto o que queres saber."

Kardec, no Livro dos médiuns, item 114, inicia o capítulo sobre bicorporeidade e transfiguração com a seguinte assertiva:
“Estes dois fenômenos são variedades do das manifestações visuais e, por
multo maravilhosos que pareçam à primeira vista, facilmente se reconhecerá, pela explicação que deles se pode dar, que não estão fora da ordem dos fenômenos naturais. Assentam ambos no princípio de que tudo o que ficou dito, das propriedades do perispírito após a morte, se aplica ao perispírito dos vivos.”

E completa a explicação:
2ª Isso não nos dá a explicação da visibilidade e da tangibilidade do perispírito.

"Achando-se desprendido da matéria, conformemente ao grau de sua elevação, pode o Espírito tornar-se tangível à matéria."

3ª Será indispensável o sono do corpo, para que o Espírito apareça noutros lugares?

"A alma pode dividir-se, quando se sinta atraída para lugar diferente daquele onde se acha seu corpo. Pode acontecer que o corpo não se ache adormecido, se bem seja isto muito raro; mas, em todo caso, não se encontrará num estado perfeitamente normal; será sempre um estado mais ou menos extático."

NOTA. A alma não se divide, no sentido literal do termo: irradia-se para diversos lados e pode assim manifestar-se em muitos pontos, sem se haver fracionado.
Dá-se o que se dá com a luz, que pode refletir-se simultaneamente em muitos espelho.

ALLAN KARDEC. Livro dos Médiuns, item 119


Transfiguração
O fenômeno da transfiguração pode operar-se com intensidade muito diferentes, conforme o grau de depuração do Perispírito , grau que corresponde a evolução moral do Espírito. Cinge-se , às vezes, a uma simples mudança no aspecto geral da fisionomia, enquanto que doutras vezes dá ao Perispírito uma aparência luminosa e esplêndida.

Unicidade
Não há perispíritos iguais. É um reflexo uno da alma. No decorrer do processo evolutivo diminuem entre elas as diferenças e cresce a harmonização sem que a individualidade deixe de ser preservada.

Absorvência
Por meio da absorvência, o perispírito consegue assimilar essências materiais finas, fluídicas, encharcando-se com elas, ou penetrando-se de fluidos espirituais, os mais diferenciados, que oferecem ao Espírito, temporariamente, certas sensações como se estivessem encarnados.
Não é pôr outra causa que, entidades desencarnadas, ainda em estágios grosseiros de evolução, exigem dos que se põem em suas faixas vibratórias, comidas e bebidas para a sua satisfação pessoal, como recompensa ou pagamento pelas "ajudas" que prometem prestar.
Os Espíritos não comem, nem bebem, conforme o entendimento humano comum, pôr faltar-lhes a aparelhagem orgânica para isso, Não obstante, absorvem as essências finas que entretêm a vitalidade e gozam os prazeres mais estranhos pôr meio dessas propriedades valiosas que, pôr enquanto, não sabem valorizar.

Perenidade
O corpo perispiritual é indestrutível como a própria alma. Essa indestrutibilidade e a estabilidade constitucional do perispírito fazem dele o conservador das formas orgânicas.
Ele pode ser severamente avariado, sofrendo diversas modificações, mas não destruído em razão de seu Corpo mental.

Mutabilidade
Ainda que, o perispírito não sofra alterações com relação às substâncias que o formam, durante o processo evolutivo, pode modificar-se com relação à sua estrutura e forma. Quanto mais evoluído mais delicada será a sua forma. (Vide deformações no perispírito.)
“o envoltório perispirítico de um Espírito se modifica com o progresso moral que este realiza em cada encarnação”.

Allan Kardec, A Gênese cap. XIV item 10

Capacidade refletora
“O perispírito é suscetível de refletir em virtude dos tecidos rarefeitos de que se constitui, a glória ou a viciação da mente. Por isso , a atividade mental nos marca o perispírito, identificando nossa real posição evolutiva.

André Luiz, Libertação,Cap. IV. pág. 58 e 60.

Todo pensamento encontra ressonância na delicada tessitura perispiritual, gerando imagens ( vide Aura, chamadas de formas-pensamento), variáveis de acordo com a carga emocional, inclusive no aspecto cromático, repercutindo na dimensão física e influindo na fisiologia dos centros vitais.

Odor
Uma vez que reflete na aura possui particular odor.
É comum na obra de André Luiz e outros Espíritos, as descrições de odores fétidos, das zonas de miasmas inferiores.
É comum os médiuns em certos trabalhos, captarem odores agradáveis ou não, indicativo da evolução dos Espírito presentes.

Temperatura
Ainda no campo das hipóteses, a sensação de calor e frio que certos médiuns sentem, quando percebem a aproximação de determinadas entidades, é indicativo que o perispírito também apresente uma temperatura própria, segundo o grau de evolução do Espírito.

FUNÇÕES do perispírito

Função instrumental
A função principal do perispírito é a de ser o instrumento de que o Espírito se vale para a interação entre os mundos espiritual e físico.

Função individualizadora
O perispírito serve para a individualização e identificação do espírito. Analogicamente, podemos estabelecer uma comparação, a fim de melhor entendimento, com a impressão digital. Tanto quanto as impressões digitais, que cada ser humano é portador, também o Espírito é único e perene, e o perispírito, seu envoltório, mostra-o, reflete-o, dando-lhe identidade exclusiva. Não existem dois iguais.

Função organizadora
A organização do corpo físico aparece modelado pelas características existentes no corpo perispiritual. É o principio diretor a comandar o desenvolvimento da vida.
Cabe aqui ressaltar, entretanto, que as características são moldadas pelo próprio espírito, através de ideoplastia - força mental.
É pelo intermédio do perispírito que o Espírito rege a sua encarnação.
A função organizadora aparece nitidamente quando examinamos indivíduos “teoricamente” considerados idênticos, como os gêmeos univitelinos, e que por alguns motivos desenvolvem-se com algumas características físicas diferenciadas.

“ para ser mais exato, é preciso dizer que é o próprio Espírito que modela o seu envoltório e o apropria às suas novas necessidades; aperfeiçoa-o e lhe desenvolve e completa o organismo, à medida que experimenta a necessidade de manifestar novas faculdades : numa palavra talha-o de acordo com a sua Inteligência.”

Allan Kardec, A Gênese, cap XI, item 11.

“O perispírito é, ainda, o corpo organizado que, representando o molde fundamental da existência para o homem, subsiste além do sepulcro, demorando-se na região que lhe é própria.

Emmanuel- Roteiro Cap. 6

Função sustentadora
Sob o comando do Espírito, a energia vital é transferida pelo Perispírito ao corpo físico, sustentando o corpo desde a formação no útero até o estabelecimento total na fase adulta, enquanto for necessário.

(...) Esse perispírito, cuja realidade a experiência tem demonstrado, é indispensável à estabilidade do ser vivente, no meio de toda a complexidade das ações vitais, dessa efervescência perpétua e resultante da cadeia de decomposições e recomposições químicas, ininterruptas na trama, enfim, de nervos, músculos, glândulas a se entrecruzarem, a circularem, a se interpenetrarem de líquidos e gases, em desordem aparente, mas da qual sairá, contudo, a mais estupenda regularidade”.

Gabriel Dellane - A evolução Anímica

Evidencia-se a função sustentadora ou conservadora do perispírito quando observamos o processo de renovação celular, que a ciência já comprovou acontecer de 7 ou 8 em 8 anos. Apesar dessa renovação o corpo físico permanece íntegro

“Insensível às causas de desagregação e destruição que afetam o corpo físico, o perispírito assegura a estabilidade da vida em meio da contínua renovação de células. É o modelo invisível através do qual passam e se sucedem as partículas orgânicas, obedecendo a linhas de força, cuja reunião constitui esse desenho, esse plano imutável, reconhecido por Claude Bernard como necessário para manter a forma humana em meio das constantes modificações e da renovação dos átomos.” Léon Denis- No invisível

Função do perispírito na mediunidade
Por sua vontade, o Espírito projeta um raio fluídico sobre o perispírito do médium, penetra-o com seu fluido, estabelecendo, assim, comunicação direta com o encarnado. Estabelecida a comunicação, o Espírito pode agir sobre o médium, produzindo efeitos diversos, que se traduzem pela visão, escrita, tiptologia, etc.

A vibração partida do Espírito se propaga por meio de um cordão fluídico até o aparelho receptor, que é o perispírito do encarnado. Aí chegadas, as vibrações atuam no cérebro do encarnado, pela forma comum. Momentaneamente o cérebro fica quase todo à disposição do Espírito que dele se serve .”

Gabriel Delanne - “O Espiritismo perante a Ciência” - 5ª parte

“Por intermédio de seu perispírito o Espírito atuava sobre seu corpo físico vivo; ainda por intermédio desse mesmo fluido é que ele se manifesta; atuando sobre a matéria inerte é que produz ruídos, movimentos de objetos, levanta-os, derruba-os, transporta-os”.

É igualmente com o concurso de seu perispírito que o Espírito faz que os médiuns escrevam, falem, desenhem. Ele se serve do corpo do médium, cujos órgãos toma de empréstimo, corpo ao qual faz que atue como se fora o seu próprio, mediante o eflúvio fluídico que sobre ele verte.”

Allan Kardec - A Gênese

PROVAS DA EXISTÊNCIA
Leon Denis assim dividiu as provas da existência do Espírito/Perispírito em sua obra O problema do Ser do Destino e da Dor:


OBJETIVAS
MATERIALIZAÇÕES – Materializar significa atribuir as qualidades de matéria a algo, adensar, manifestar-se (o espírito) sob forma material; tornar-se corpóreo; corporificar-se. Esse processo delicado pode fazer surgir um corpo inteiro ou partes. Os espíritos utilizam o ectoplasma para a possibilidade desse fenômeno. Existem registros fotográficos desse fato. As materializações podem acontecer entre espíritos encarnados e desencarnados e se dividir em:

Mediúnicas - Apoiada nos recursos ectoplasmáticos do médium.

Anímicas – o próprio espírito do médium que se corporifica, total ou parcialmente, resultantes das próprias construções ideoplásticas do pensamento (forma - pensamento).

DESDOBRAMENTOS e desprendimento espiritual
Desdobrar significa dividir em dois, ou seja, de um todo faz-se dois. (Bicorporeidade ou Bilocação).
Desprender significa soltar. É uma emancipação maior do Espírito em relação à organização física, propiciada por condições perispirítica especiais, ensejando o surgimento de outra forma corporal, semelhante à do seu corpo físico (duplicação corpórea), a ocupar – ou aparentando ocupar um lugar diferente daquele em que está o corpo.(Viagem Astral).

FOTOGRAFIAS TRANSCENDENTES - Os espíritos podem ser fotografados de corpo inteiro ou não, além das formas pensamentos, que embora com a possibilidade de impressionarem o filme via ectoplasma, são invisíveis aos olhos humanos. Pode ser obtida até na completa escuridão, além de dispensarem o uso de máquinas fotográficas. Em alguns casos basta a existência de filmes virgens e dos recursos ectoplásmicos.

EXTERIORIZAÇÃO DA SENSIBILIDADE-Significa a expansão da capacidade perceptiva do ser humano. (Expansibilidade do perispírito). O sensitivo sente toques, picadas, beliscões, golpes, sensação de queimaduras e até mesmo cortes quando o experimentador o faz em seu organismo perispiritual.

PESQUISAS modernas
Dr. Harold Saxton Burr, que em 1972 publicou The Fields of Life (Os Campos da Vida), que contém os resultados de suas pesquisas sobre que chamou, na época, de “os campos eletrodinâmicos da mente”. Escreveu também The Electric Patteerns of Life, 1986, e Blueprint for Immortalit, 1991. Nesses livros, Borro detalha seus 40 anos de pesquisas sobre a existência dos campos eletrodinâmicos, que os espíritas chamam de perispírito, e que Burr considera como as “matrizes básicas para todas as formas de vida”.
As pesquisas de Burr revelaram que toda matéria tem “campos de energia” ou L-Fields, e revelaram ainda, que qualquer sistema biológico é determinado por um complexo campo eletrodinâmico e em parte, por seus próprios componentes atômicos físico-químicos. Finalmente, mostraram que o L-Field estabelece o comportamento e fixa orientação para os componentes. Em suma, o que o Dr.Burr descobriu é que todo o ser vivo, inclusive nossos corpos, tem um campo eletrodinâmico que constitui um molde ou matriz para o corpo físico. Tal matriz ou molde tem freqüências específicas que podem ser medidas por meio de modernos voltímetros de uso comum. Além disso, essa matriz preserva tanto a forma quanto os arranjos internos que ocorrem no interior desse molde. Esse campo eletrodinâmico”é elétrico no sentido físico e, por suas propriedades, refere-se a entidades do sistema biológico”.Essa afirmação de Burr confirmou as palavras de Allan Kardec e André Luiz de que o perispírito ainda é matéria.

Dr. Sheldrake, Dr. Wilder Penfield, também confirmam a existência do perispírito.

Em 1939, o casal Kirlian descobriu a fotografia de alta freqüência e , em conseqüência, a aura.

Em 1944, V.S. Grischenko formulou a hipótese de que existiria o bioplasma, ou quarto estado da matéria, nos seres vivos.
Em 1968, os cientistas Drs. N. Souiski, V.Inyushin, V.Grishchenko, N.Vorobev, N.Fedorova e F.Gibadulin continuaram fazendo inúmeras experiências, tanto com plantas e animais, quanto com seres humanos vivos. Chegaram, então, a um corpo energético, similar ao corpo físico, ao qual deram o nome de Corpo de Plasma Biológico, constituído de átomos e moléculas.
Concluíram haver rigorosa relação entre o corpo físico e esse corpo energético, ou melhor, entre a matéria atômico molecular e o estado plasmático das coisas vivas. Verificaram que, ao se recortar um pedaço da folha de qualquer vegetal, aparecia, na parte suprimida da folha cortada, um campo de alta freqüência, ou corpo bioplasmático, totalmente íntegro e claramente visível. Ao cortarem além de um terço, todo o corpo bioenergético, ou bioplasma, desaparecia.Tal energia teria sua origem numa atividade elétrica ou em campos eletromagnéticos.

Noutras palavras, os soviéticos chegaram à conclusão de que a energia de qualquer ser vivo seria constituído da energia das suas células físicas e da energia móvel do bioplasma.

Cabe aqui destacar que o perispírito da nomenclatura de Allan kardec e o corpo bioplasmático são entidades distintas, conjugadas no processo biológico enquanto perdura a vida orgânica, podendo os dois corpos interagir um com o outro. Os campos de força do corpo bioplasmático foram detectados pelos cientistas ocidentais e soviéticos. Na realidade, o corpo bioplasmático é o duplo etérico acrescido de alguns aspectos do perispírito, ou melhor, o corpo bioplasmático viria a ser o perispírito composto estudado por Robert Crookall.


SUBJETIVAS

SENSAÇÃO DE INTEGRIDADE – Comum nos casos de amputação de um membro, quando a pessoa sente que ainda possui a parte amputada. A sensação se desfaz lentamente à medida que o perispírito se ajusta à falta do membro.
Em pessoas que nascem sem determinado membro também costuma acontecer a sensação de integridade.

PERCEPÇÃO EXTRACORPÓREA - são as percepções que se obtém quando se está fora do corpo físico, em casos de desdobramento ou desprendimento espiritual.

VIDÊNCIA – A vidência é uma faculdade que não deixa margem a duvidas quanto a existência do perispírito, ainda que de forma subjetiva. Médiuns espíritas e não espíritas são capazes de comprovarem tal fato.


O perispírito EM OUTROS MUNDOS
De onde tira o Espírito o seu invólucro semimaterial?

“Do fluido universal de cada globo, razão por que não é idêntico em todos os mundos. Passando de um mundo a outro, o Espírito muda de envoltório, como mudais de roupa.”

a) - Assim, quando os Espíritos que habitam mundos superiores vêm ao nosso meio, tomam um perispírito mais grosseiro?

“É necessário que se revistam da vossa matéria, já o dissemos.” 94

Haverá mundos onde o Espírito, deixando de revestir corpos materiais, só tenha por envoltório o perispírito?

“Há e mesmo esse envoltório se torna tão etéreo que para vós é como se não existisse. Esse o estado dos Espíritos puros.”

- Parece resultar daí que, entre o estado correspondente às últimas encarnações e o de Espírito puro, não há linha divisória perfeitamente demarcada; não?186

“Semelhante demarcação não existe. A diferença entre ume outro estado se vai apagando pouco a pouco e acaba por ser imperceptível, tal qual se dá com a noite às primeiras claridades do alvorecer.”

A substância do perispírito é a mesma em todos os mundos?

“Não; é mais ou menos etérea. Passando de um mundo a outro, o Espírito se reveste da matéria própria desse outro, operando-se, porém, essa mudança com a rapidez do relâmpago.”187

Allan Kardec, Livro dos Espíritos, itens 94, 186, 187

“Para mudarem de meio, precisam antes mudar de natureza, despojar-se dos instintos materiais, numa palavra: que se depurem moralmente.”

Allan Kardec - “A Gênese - cap. XIV item 4

arquivo ou MEMÓRIA?
“... é no cérebro desse corpo espiritual que os conhecimentos se armazenam. Sede dos estados conscienciais pretéritos, armazém das lembranças. É nele que o Espírito se abastece quando necessita de cabedais intelectuais para raciocinar, imaginar, comparar, deduzir.

“... é nele que reside a memória orgânica e inconsciente.

Gabriel Delanne - “A Evolução Anímica “

Essa hipótese, de que a memória dos seres ficaria no perispírito como dissemos anteriormente, foi aventada por Gabriel Dellane.
Atualmente existem muitos pesquisadores Espíritas que corroboram com essa idéia, enquanto outros tantos discordam, e acham que a memória fica sediada no Espírito, sob a alegação que ao passarem de um mundo para o outro, com a troca automática da matéria que constitui o perispírito, o Espírito deixaria para trás, o “banco de dados” onde haveria os registros desse Espírito.

PESO DO PERISPÍRITO
“O gênero de vida de cada um, no indivíduo carnal, determina a densidade do organismo perispirítico, após a perda co corpo denso.”

André Luis, Calderaro - No Mundo Maior - p. 49

Acreditamos que esta despretensiosa pesquisa poderá auxiliar bastante aos estudiosos de tão importante assunto e tão pouco conhecido e estudado, pelos espíritas ainda deslumbrados com os fenômenos e práticas mediúnicas, esquecendo-se que o perispírito é o principal intermediário entre o espírito e a matéria., e segundo Antônio J. Freire na obra Ciência e Espiritismo sua finalidade é tríplice: manter indestrutível e intacta a individualidade; servir de substrato ao corpo físico, durante a encarnação e constituir o laço de união entre o Espírito e o corpo físico, para transmissão recíproca das sensações de um e das ordens do outro.

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REENCARNAÇÃO
Em que momento a alma se une ao corpo?

“A união começa na concepção, mas só é completa por ocasião do nascimento”.

Desde o instante da concepção, o Espírito designado para habitar certo corpo a este se liga por um laço fluídico, que cada vez mais se vai apertando até ao instante em que a criança vê a luz. O grito, que o recém-nascido solta, anuncia que ela se conta no número dos vivos e dos servos de Deus.”

ALLAN KARDEC, Livro dos Espíritos, item 344.

É definitiva a união do Espírito com o corpo desde o momento da concepção? Durante esta primeira fase, poderia o Espírito renunciar a habitar o corpo que lhe está destinado?

“É definitiva a união, no sentido de que outro Espírito não poderia substituir o que está designado para aquele corpo. Mas, como os laços que ao corpo o prendem são ainda muito fracos, facilmente se rompem e podem romper-se por vontade do Espírito, se este recua diante da prova que escolheu. Em tal caso, porém, a criança não vinga.” Allan Kardec, Livro dos Espíritos, item 345
Voltar à carne significa esforço, planejamento e disposição para vencer obstáculos.
Há necessidade de elaboração de um mapa genético, feito pelos técnicos espirituais, para a composição do novo corpo a ser utilizado pelo espírito reencarnante, de acordo com as informações que estiverem registradas pela espiritualidade e armazenadas no Espírito. Nesse mapa são colocados os fatores que determinarão a futura encarnação, que poderá ser compulsória ou não, dependendo da condição do espírito.

A modelagem fetal e desenvolvimento do embrião obedecem a leis físicas naturais. Na reencarnação os ascendentes de cooperação espiritual coexistem com a leis naturais de acordo com os planos de evolução ou resgate. Causa e efeito.

Segundo alguns autores, existem verdadeiras câmaras de reencarnação onde se conjugam os mapas genéticos cromossômicos com a necessidade espiritual de cada um num ajuste perfeito.

A reencarnação compulsória se processa quando a influência mental do reencarnante é neutralizada. Isso se dá quando o espírito tenta desistir da reencarnação para não enfrentar o resgate de suas faltas.

O perispírito retoma a plasticidade que lhe é característica, deixando os pontos de contato adquiridos com o mundo espiritual, que foram assimilados durante o tempo em que esteve sem reencarnar, tais como novos hábitos. Apesar do reencarnante ter o mesmo perispírito que trouxe da sua ultima encarnação, no plano espiritual ele incorpora elementos do mundo superior dos quais tem que se desfazer para novo mergulho na carne.

Os técnico em encarnação ou Espíritos Construtores magnetizam o espírito a ser reencarnado de maneira que pouco a pouco possa haver uma redução perispiritual, com a perda da consciência por parte do espírito, tomando a forma de uma criança, num laborioso e complicado processo. O perispírito é ligado então molécula a molécula ao corpo físico.

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Desencarnação

Como se opera a separação da alma e do corpo?
“Rotos os laços que a retinham, ela se desprende.”

a) - A separação se dá instantaneamente por brusca transição? Haverá alguma linha de demarcação nitidamente traçada entre a vida e a morte?

“Não; a alma se desprende gradualmente, não se escapa como um pássaro cativo a que se restitua subitamente a liberdade. Aqueles dois estados se tocam e confundem, de sorte que o Espírito se solta pouco a pouco dos laços que o prendiam. Estes laços se desatam, não se quebram.”

Durante a vida, o Espírito se acha preso ao corpo pelo seu envoltório semimaterial ou perispírito. A morte é a destruição do corpo somente, não a desse outro invólucro, que do corpo se separa quando cessa neste a vida orgânica. A observação demonstra que, no instante da morte, o desprendimento do perispírito não se completa subitamente; que, ao contrário, se opera gradualmente e com uma lentidão muito variável conforme os indivíduos. Em uns é bastante rápido, podendo dizer-se que o momento da morte é mais ou menos o da libertação. Em outros, naqueles sobretudo cuja vida toda material e sensual, o desprendimento é muito menos rápido, durando algumas vezes dias, semanas e até meses, o que não implica existir, no corpo, a menor vitalidade, nem a possibilidade de volver à vida, mas uma simples afinidade com o Espírito, afinidade que guarda sempre proporção com a preponderância que, durante a vida, o Espírito deu à matéria. É, com efeito, racional conceber-se que, quanto mais o Espírito se haja identificado com a matéria, tanto mais penoso lhe seja separar-se dela; ao passo que a atividade intelectual e moral, a elevação dos pensamentos operam um começo de desprendimento, mesmo durante a vida do corpo, de modo que, em chegando a morte, ele é quase instantâneo. Tal o resultado dos estudos feitos em todos os indivíduos que se têm podido observar por ocasião da morte. Essas observações ainda provam que a afinidade, persiste entre a alma e o corpo, em certos indivíduos, é, às vezes, muito penosa, porquanto o Espírito pode experimentar o horror da decomposição. Este caso, porém, é excepcional e peculiar a certos gêneros de vida e a certos gêneros de morte. Verifica-se com alguns suicidas.

Allan Kardec - Livro dos Espíritos item 155


PROCEDIMENTOS DO PERISPÍRITO PERANTE A DESENCARNAÇÃO

Na realidade os laços que prendem o espírito ao corpo não se rompem. São desatados pelos espíritos encarregados de assistirem aquela desencarnação de acordo com o merecimento de cada um.
A morte é o fenômeno físico-biológico. A desencarnação é o fenômeno espiritual.
Morte Natural pôr Senilidade ou Doença
O desprendimento opera-se gradualmente; para o homem cuja alma se desmaterializou e cujos pensamentos se destacam das coisas terrenas, o desprendimento quase se completa antes da morte real, isto é, ao passo que o corpo ainda tem vida orgânica, já o Espírito penetra a vida espiritual, apenas ligado pôr elo tão frágil que se rompe com a última pancada do coração.

No homem materializado e sensual, que mais viveu do corpo do que do Espírito, e para o qual a vida espiritual nada significa, nem sequer lhe toca o pensamento, tudo contribui para estreitar os laços materiais, e, quando a morte se aproxima, o desprendimento, conquanto se opere gradualmente também, demanda contínuos esforços. As convulsões de agonia são indícios da luta do Espírito, que ás vezes procura romper os elos resistentes, e outras se agarram ao corpo do qual uma força irresistível o arrebata com violência, molécula pôr molécula.

O desconhecimento da vida espiritual faz com que o Espírito se apegue à vida material,resistindo com todas as forças, conseguindo prolongar a vida, e conseqüentemente, sua agonia, pôr dias, semanas, meses.

O contrário ocorre com o homem que se espiritualizou durante a vida. Após a morte nem uma só reação o afeta. O despertar na vida espiritual é como quem desperta de um sono tranqüilo, para iniciar uma nova fase de sua vida.


Mortes violentas
As mortes violentas, como nos acidentes, nenhuma desagregação há iniciado, previamente, à separação do perispírito. Neste caso, o desprendimento só começa depois da morte física e seu término, não ocorre rapidamente. O Espírito fica aturdido, não compreendendo o seu estado, permanecendo na ilusão de que vive materialmente pôr um período mais ou menos longo, conforme o seu nível de espiritualização.

Mortes pôr suicídio
A separação da alma do corpo, nos casos de suicídio, é extremamente dolorosa. Sendo o suicídio um atentado contra a vida, o sofrimento quase sempre permanece pôr período igual ao tempo em que o Espírito ainda deveria estar encarnado.

As dores da lesão física provocada repercutem no Espírito. A decomposição do corpo, sua destruição pelos vermes, em alguns casos, podem ser sentidas em detalhes, pelo Espírito. Além disso, há o remorso, gerando sofrimento moral para aquele que pensou desertar da vida.

A reencarnação é a forma imediata e mais adequada para a recomposição perispiritual onde materializará no corpo físico os estigmas que causou a si mesmo.

Os suicidas voluntários trazem na matriz perispiritual as lesões que plasmarão o físico.

São providenciadas fichas, pelos técnicos espirituais, onde são anotadas: a circunstância da morte, data, tempo de vida abortado, lesões orgânicas, causa do suicídio e dados pessoais. Para servir à programação das futuras reencarnações.

Vale da dor è Local onde ficam os espíritos dos suicidas pelo tempo proporcional ao que teriam na encarnação frustrada. Região umbralina, de odores fétidos, miasmas sombrios exalados pelos milhares de espíritos cujos perispíritos se encontram avariados e muitas vezes deformados .
Cristalização do pensamento è o suicida grava na mente o instante trágico de seu ato de maneira marcante( monoidéia). Os técnicos em encarnação têm que fazer tratamentos com esses espíritos a fim de que eles tenham condições de subtrair da mente as imagens que se fixam do momento da morte física/desencarnação.

Suicídio

Arma de fogo
è Ouvido/ – Há o esfacelamento do cérebro perispiritual, por onde passou o trajeto da bala. O Sangue jorra pelos ouvidos nariz e boca. O horror se exprime na face do espírito. O espírito fica em uma espécie de coma.
Suas futuras reencarnações estarão sujeitas à lei de Causa e Efeito, apresentando patologias ligadas a este ato. Poderá renascer com idiotia, hidrocefalia e várias doenças ligadas à área cerebral. Pode ser que a primeira tentativa de reencarnar seja de apenas algumas horas.

è Testa – Esfacelamento dos centros de controle cerebral – Epífise e hipófise. Necessidade de reconstrução das partes afetadas. Poderá renascer com lesões profundas no cérebro, nascimento prematuro, surdez, mudez, cegueira, idiotia completa e mesmo vida vegetativa.

è Coração – Destruição do centro coronário. Renascimento com lesões na área cardíaca.

Gestantes è
Os técnicos espirituais têm que providenciar o desligamento do espírito reencarnante da gestante. Isso é feito como se fosse um “verdadeiro parto por cesariana”. A gestante passa a ser considerada além de suicida como homicida. Pode haver deformação perispiritual da criança em virtude da revolta por ter sido impedida de reencarnar. Ela passará pelos ajustes necessários ao seu débito espiritual, conforme a ação impetrada contra si mesma.

Retalhação è
Na desencarnação por retalhação, quando o corpo esfacela e partes do corpo são trituradas, há necessidade de verdadeiras recomposição ou novas modelações do perispírito por parte dos técnicos espirituais. Para melhor compreensão é como se houvesse necessidade de verdadeiros transplante de órgãos no plano espiritual, uma vez que o próprio espírito não tem capacidade de plasmar os órgãos afetados. A recuperação do perispírito é lenta.

Explosão è Normalmente quase todo perispírito é avariado. Os técnicos da espiritualidade são obrigados a pegar as partes deste perispírito que se desintegrou e colocar numa espécie de forma com aparência de um molde físico. Lá dentro as partes ficam desencontradas, com os órgãos fora de lugar. A recuperação desse perispírito é quase igual a dos retalhados: modelagem e transplante perispiritual, introdução de imagens por indução, retirada da cristalização mental, reeducação mental. Tem que ser feita uma reconstituição biológica do perispírito paulatinamente. Não há condição de fazer uma reconstituição de uma vez, por que o Espírito fica totalmente inconsciente. Em alguns casos, o perispírito fica tão avariado, que sobra somente o corpo mental, por meio do qual os técnicos tem condições de trabalhar a reconstituição desses perispíritos, tirando matéria do Fluido cósmico ou energia fundamental.

Maceração – Casos de espíritos que suicidaram jogando-se do alto de um prédio. O perispírito é flácido como uma geléia. É preciso também de uma forma para modelagem desse perispírito.

Queimaduras - O perispírito se apresenta muitas vezes igual a um torrão. Mostra a aparência de carbonizados quando a morte física chega a este ponto. ( Não é o caso quando a morte ocorre por combustão acidental) Outras vezes mostra a laceração que a pele apresenta em virtude das queimaduras, minando uma espécie de liquido de cor cinza leitosa.

Ácidos/venenos o corpo perispiritual apresenta corrosão nos locais por aonde passou o ácido. Boca, garganta, e todo aparelho digestivo. Possivelmente renascimento com muito sofrimento por problemas físicos na área gastro-intestinal.

os cuidados com os suicidas-
Normalmente o espírito dos suicidas quando têm capacidade de entendimento, quando já esta consciente do ato praticado é levado a verdadeiros hospitais, centros de modelagem e educação mental, reuniões mediúnicas e publicas, para ouvir palestras sobre o suicídio e a valorização da vida, a rever seus atos e existências num trabalho contínuo de fortalecimento da fé para buscar a paz na consciência pelo trabalho e estudo.

Normalmente, espíritos que já foram suicidas, mas que já alcançaram planos mais elevados, se engajam na tarefa de auxílio a estes espíritos endividados.

Ausência de perispírito
Uma vez morto, o corpo nada mais sente, por já não haver nele Espírito, nem perispírito. Este, desprendido do corpo, experimenta a sensação, porém, como já não lhe chega por um conduto limitado, ela se lhe torna geral. Ora, não sendo o perispírito, realmente, mais do que simples agente de transmissão, pois que no Espírito é que está a consciência, lógico será deduzir-se que, se pudesse existir perispírito sem Espírito, aquele nada sentiria, exatamente como um corpo que morreu. Do mesmo modo, se o Espírito não tivesse perispírito, seria inacessível a toda e qualquer sensação dolorosa. É o que se dá com os Espíritos completamente purificados. Sabemos que quanto mais eles se purificam, tanto mais etérea se torna a essência do perispírito, donde se segue que a influência material diminui à medida que o Espírito progride, isto é, à medida que o próprio perispírito se torna menos grosseiro.

Mas, dir-se-á, desde que pelo perispírito é que as sensações agradáveis, da mesma forma que as desagradáveis, se transmitem ao Espírito, sendo o Espírito puro inacessível a umas, deve sê-lo igualmente às outras. Assim é, de fato, com relação às que provêm unicamente da influência da matéria que conhecemos.

(...)Dizendo que os Espíritos são inacessíveis às impressões da matéria que conhecemos, referimo-nos aos Espíritos muito elevados, cujo envoltório etéreo não encontra analogia neste mundo. Outro tanto não acontece com os de perispírito mais denso, os quais percebem os nossos sons e odores, não, porém, apenas por uma parte limitada de suas individualidades, conforme lhes sucedia quando vivos.

Ensaio Teórico sobre as Sensação dos Espíritos- Livro dos Espíritos item 257

À medida que evolui o espírito deixa para trás seu envoltório material, tornando-se necessário, revestir de novo envoltório perispiritual, quando passa de um mundo para outro, como nos explica Kardec. Esse é o processo pelo qual passam os Espíritos purificados quando nos vêm visitar. O que podemos afirmar é que em nosso orbe terrestre todos os espíritos possuem perispírito.

Ausência de espírito

a) - Pode o corpo existir sem a alma?
“Pode; entretanto, desde que cessa a vida do corpo, a alma o abandona. Antes do nascimento, ainda não há união definitiva entre a alma e o corpo; enquanto que, depois dessa união se haver estabelecido, a morte do corpo rompe os laços que o prendem à alma e esta o abandona. A vida orgânica pode animar um corpo sem alma, mas a alma não pode habitar um corpo privado de vida orgânica.”

b) - Que seria o nosso corpo, se não tivesse alma?
“Simples massa de carne sem inteligência, tudo o que quiserdes, exceto um homem.”

Allan KARDEC-Livro dos Espíritos item 136

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OVOIDIZAÇÃO
“Percebi que a infeliz se cercava de três formas ovóides, diferençadas entre si nas disposições e nas cores, que me seriam, porém, imperceptíveis aos olhos, caso não desenvolvesse, ali, todo o meu potencial de atenção”.

“André Luiz, Libertação

Formação atípica do perispírito causada por um forte monoideísmo de espíritos que se mantém em idéias fixas, alienando-se dos mais simples cuidados de integridade pessoal. Há um definhamento do corpo espiritual, com miniaturização . Esse fenômeno pode ocorrer também sob o domínio hipnótico de entidade experiente , não só por questão de ordem inferior mas também de determinadas operações , como nos preparativos reencarnatórios.

Chamam-se ovóides por que se apresentam com o formato de ovo. É causado pelos abusos dos sagrados dons da vida. São de constituição gelatinosa, fluida e amorfa. Os espíritos que sofrem esse processo gastam o perispírito, sob inenarráveis tormentas de desesperação, e imantam-se aos que odeiam.

“ Inúmeros infelizes, obstinados na idéia de fazerem justiça pelas próprias mãos ou confiados a vicioso apego, quando desafivelados do carro físico, envolvem sutilmente aqueles que se lhe fazem objeto de calculada atenção e, auto-hipnotizados por imagens de afetividade ou desforço, infinitamente repetidas por eles próprios, acabam em deplorável fixação monoideísta, fora das noções de espaço e tempo, acusando, passo a passo, enormes transformações na morfologia do veículo espiritual, porquanto, de órgãos psicossomáticos retraídos, por falta de função, assemelham-se a ovóides, vinculados às próprias vítimas que, de modo geral, lhes aceitam, mecanicamente, a influenciação, à face dos pensamentos de remorso ou arrependimento tardio, ódio voraz ou egoísmo exigente que alimentam no próprio cérebro, através de ondas mentais incessantes.

Nessas condições, o obsessor ou parasita espiritual pode ser comparado, de certo modo, à Sacculina carcini, que, provida de órgãos perfeitamente diferenciados na fase de vida livre, Enraíza-se, depois, nos tecidos do crustáceo hospedador, perdendo as características morfológicas primitivas, para converter-se em massa celular parasitária.
No tocante à criatura humana, o obsessor passa a viver no clima pessoal da vítima, em perfeita simbiose mórbida, absorvendo-lhe as forças psíquicas, situação essa que, em muitos casos, se prolonga para além da morte física do hospedeiro, conforme a natureza e a extensão dos compromissos morais entre credor e devedor.”André Luiz- Libertação

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VAMPIRISMO
Vampiro é a entidade encarnada ou desencarnada que ocasional, acidental ou temporariamente, vive às custas de outra entidade encarnada ou desencarnada como um parasito. O vampirismo é a agressão produzida por esse Parasito.

Não existe um vampirismo permanente. Existe somente durante um certo espaço de tempo em ação continuada.

Aspectos do vampirismo:
De encarnado para encarnado
De desencarnado para desencarnado
De desencarnado para encarnado
De encarnado para desencarnado
Pode parecer estranho, do campo dos fenômenos mitológicos, estarmos falando de vampiros em um estudo Espírita. Mas as pessoas que sugam de alguma forma energia de outra é considerada vampiro. Se uma pessoa se vale de alguém, para sustento próprio, para cultivar a ociosidade e mesmo a concupiscência, o apetite exacerbado pelas coisas terrenas, essa pessoa é considerada um vampiro. O filho que não trabalha, a esposa exigente de bens materiais, o esposo extremamente voltado para o sexo, são vampiros vampirizados, sob comando hipnóticos dos inimigos espirituais.

Normalmente, o vampiro se vale do tônus vital (sangue) do ser encarnado para satisfação de suas sensações, visto que, ele próprio, sente não mais ser possuidor dessa característica. Nos seres humanos, o tônus vital é o combustível necessário para a animação do corpo físico.

Faminto de vitalidade por ter atravessado a existência encharcando o perispírito de fluidos animalizados e grosseiros, condicionado ao atendimento de apetites sórdidos, e como o tônus vital deixa o vampiro momentaneamente humanizado, favorecendo a que as sensações e prazeres tenham um clímax semelhante ao que sentia quando estava encarnado, o vampiro se torna dependente desse tônus, escravizando e sendo escravizado.

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CONCLUSÃO
Nem sempre é possível condensar em um só material de seminário todas as informações que nos chegam via Espiritualidade, sobre determinado assunto. É preciso também cautela na disseminação de informações que nos são trazidas, visto como os Espíritos Superiores próprios nos dizem, às vezes, as palavras que já estamos utilizando não são suficientes para esclarecer a contento sobre os mesmos.

O estudo sobre o Perispírito exige uma boa dose de compreensão da Doutrina Espírita, além de esforço constante de buscar novos conhecimentos, aliados à disposição do crescimento interior. Essa busca incessante, deve nortear, principalmente, as pessoas que detém a vontade de ser um discípulo sincero, tanto do grande Mestre Lionês, Kardec, quanto do Mestre dos Mestres, Jesus.

Que possamos, a partir daqui, darmos mais atenção a essas questões, lembrando do codificador quando disse:

“O conhecimento do perispírito é a chave de uma multidão de problemas até agora inexplicados.”

Allan Kardec, Livro dos médiuns, item 54.

,E sobretudo, lembrando de Jesus, quando no capitulo 10 do Evangelho de Mateus, versículo 26, exorta seus discípulos antes que saíssem a pregar:

“Portanto, não os temais; porque nada há encoberto que não haja de ser descoberto, nem oculto que não haja de ser conhecido...”

A serpente e o santo
Contam as tradições populares da Índia que existia uma serpente venenosa em certo campo. Ninguém se aventurava a passar por lá, receando-lhe o assalto. Mas um santo homem, a serviço de Deus, buscou a região, mais confiado no Senhor que em si mesmo. A serpente o atacou, desrespeitosa. Ele dominou-a,porém, com o olhar sereno, e falou:

- Minha irmã, é da lei que não façamos mal a ninguém.
A víbora recolheu-se, envergonhada. Continuou o sábio o seu caminho e a serpente modificou-se completamente. Procurou os lugares habitados pelo homem, como desejosa de reparar os antigos crimes. Mostrou-se integralmente pacífica, mas, desde então, começaram a abusar dela. Quando lhe identificaram a submissão absoluta, homens, mulheres e crianças davam-lhe pedradas. A infeliz recolheu-se à toca, desalentada. Vivia aflita, medrosa, desanimada. Eis, porém, que o santo voltou pelo mesmo caminho e deliberou visitá-la. Espantou-se, observando tamanha ruína. A serpente contou-lhe, então, a história amargurada. Desejava ser boa, afável e carinhosa, mas as criaturas perseguiam-na. O sábio pensou, pensou e respondeu após ouvi-la:

- Mas, minha irmã, ouve um engano de tua parte. Aconselhei-te a não morderes ninguém, a não praticares o assassínio e a perseguição, mas não te disse que evitasses de assustar os maus. Não ataques as criaturas de Deus, nossas irmãs no mesmo caminho da vida, mas defende a tua cooperação na obra do Senhor. Não mordas, nem firas, mas é preciso manter o perverso à distância, mostrando-lhe os teus dentes e emitindo os teus silvos.

André LUIZ, Os Mensageiros.

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Referências Bibliográficas
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Apostilas e Cursos
SOCIEDADE ESPÍRITA FRATERNIDADE- http://www.sef.hpg.com.br
João Cabral
ADE-SERGIPE
Aracaju-Sergipe-Brasil
Em: 02.06.2007

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